1985: O Ano das Estrelas e das Lágrimas - A Saga do Bangu e a Homenagem a Ado

Mergulhamos nas memórias do Bangu em 1985, um time estrelar que desafiou as expectativas. A trajetória que começou nos sonhos do Senhor Eusébio de Andrade, passou pela gestão visionária de Castor de Andrade, e chegou à decisão do Campeonato Brasileiro contra o Coritiba. Uma jornada épica, marcada por lágrimas, lances memoráveis e um pênalti que ficou cravado na história. Mas, acima de tudo, uma homenagem especial a Ado, o craque que nos emociona para além das quatro linhas.

Nov 29, 2023 - 18:35
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1985: O Ano das Estrelas e das Lágrimas - A Saga do Bangu e a Homenagem a Ado

A história que vamos contar hoje remete aos sonhos do velho Senhor Eusébio de Andrade, aos teares das fábricas de tecido de Bangu, atravessa o Rio Maravilha dos anos 60, solidifica-se nos anos 70 com um Chefão do Jogo do Bicho e encerra-se com lágrimas que teimam em rolar pelos rostos da Zona Oeste.

Viajemos até 1985 para desvendar a saga do Bangu, um Esquadrão que desafiou as fronteiras da Zona Sul e se consagrou muito além das dinastias tradicionais do futebol brasileiro.

Ziriguidum 1985, Um Time Estrelar: "Quero ser a pioneira, a erguer minha bandeira, a plantar minha raiz, nos meus devaneios quero viajar..." Quando Ney Vianna entoou esses versos, Castor de Andrade viu um ano proeminente se desenhar. O Barão do Jogo do Bicho, também Presidente de Honra da Mocidade Independente, levou o Bangu a novos patamares, rompendo com a mediocridade e moldando-o como uma potência do futebol carioca.

O Gigante da Zona Oeste, de Verdade: O Bangu, que em 1984 foi um mero participante no Brasileirão, renasceu em 1985. Com jogadores como Mário, Ado, Lulinha, Israel, João Claudio e o craque Marinho, o time de Moça Bonita entrou no campeonato disposto a marcar sua presença. Na primeira fase, foram 14 vitórias, 5 empates e apenas 3 derrotas.

Ao 11 com Amor: O caminho até a final foi repleto de conquistas e emoções. Nas semifinais, o Bangu enfrentou o Brasil de Pelotas, com dois triunfos convincentes. Contudo, a final contra o Coritiba se tornaria uma das mais insólitas da história do Brasileirão. Após um empate em 1x1, a decisão foi para os pênaltis. Ado, o craque do momento, teve nos pés a responsabilidade de marcar o sexto pênalti. O resultado foi um misto de tragédia e grandeza: uma lágrima inesquecível escorrendo pelo rosto de Ado.

Ao 11 com Amor - Uma Homenagem a Ado: Ado, o melhor jogador do Brasil em 1985, nos emocionou não apenas com sua habilidade em campo, mas também com sua dignidade e grandeza como ser humano. Este texto é uma humilde homenagem a você, Ado, que transcende as fronteiras do futebol e nos lembra da grandiosidade que existe para além das quatro linhas. Obrigado por tudo.

Jonas Henrique Nasceu em São Paulo (SP) e cursou jornalismo na Faculdade Cásper Líbero.